Solucionar Saúde

Mais quatro remédios para psoríase estarão disponíveis no SUS

Coceira e placas avermelhadas na pele podem ser contidas com esses novos medicamentos. (Ilustração: Rodrigo Damati/SAÚDE é Vital)

Esses medicamentos modernos serão usados para controlar os casos mais avançados da doença de pele. Veja como vai ficar o tratamento

psoríase, que atinge cerca de 2% da população mundial e geralmente causa placas avermelhadas na pele e descamação, agora poderá ser tratada no Sistema Único de Saúde (SUS) com quatro remédios modernos. Eles serão reservados para os casos mais graves.

Essas novas opções pertencem à classe dos medicamentos biológicos. São fármacos feitos a partir de organismos vivos e que, no caso, miram moléculas inflamatórias que disparam as crises da enfermidade.

“Sem dúvida, essa nova diretriz possibilitará que o manejo da psoríase seja realizado da forma mais eficaz possível, alcançando um maior número de pacientes”, afirmou o dermatologista Ricardo Romiti, responsável pelo Ambulatório de Psoríase do Hospital das Clínicas, em São Paulo, em comunicado da farmacêutica Janssen.

Hora de conhecer brevemente os remédios:

  1. O adalimumabe, da Abbvie, bloqueia um conjunto de moléculas inflamatórias chamadas de TNF. Ele entra em cena após as terapias padrão (falaremos mais sobre elas abaixo) terem falhado. Ou quando o paciente não tolera ou possui contraindicação para esses tratamentos.
  2. O secuquinumabe, da Novartis, age contra a interleucina 17, outra partícula que incendeia o organismo. É uma alternativa para quando o adalimumabe não é tolerado ou deixa de agir a contento.
  3. O ustequinumabe, da Janssen, neutraliza as interleucinas 12 e 23. A indicação é a mesma do secuquinumabe.
  4. O etanercepte, da Wyeth, também mira o TNF. No SUS, ele é voltado especificamente para crianças que não responderam bem ao tratamento convencional.
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Quem deve tomar a vacina contra o sarampo na campanha nacional de 2019?

Crianças de 6 meses a menores de 5 anos devem tomar a vacina. (Foto: Solidcolours/SAÚDE é Vital)

A campanha nacional de vacinação contra o sarampo começa no dia 7 de outubro, mas terá duas fases. Saiba quem é o público-alvo nesse ano

Começou a campanha nacional de vacinação contra o sarampo de 2019. A vacina trivalente, que ainda protege contra caxumba e rubéola, estará disponível nos postos de saúde de todo o Brasil, com foco em dois grupos: crianças de 6 meses a menores de 5 anos e adultos de 20 a 29 anos.

Como há dois públicos-alvo, a campanha será dividida. De 7 a 25 de outubro, os pais devem levar as crianças dentro daquela faixa etária para receber a vacina. Haverá um Dia D no 19 de outubro, um sábado.

O Ministério da Saúde pretende imunizar 2,6 milhões de pequenos. Eles estão entre os grupos mais suscetíveis às complicações do vírus.

Após um intervalo, o dia 18 de novembro marca o início da vacinação contra o sarampo entre brasileiros de 20 a 29 anos. Espera-se proteger 13,6 milhões de adultos.

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Inovação na Saúde: aplicativos ajudam a empoderar o paciente

Comuns em diversas atividades do cotidiano, os softwares para dispositivos móveis começam a fazer diferença na Saúde, tornando indivíduos corresponsáveis por seu bem estar e qualidade de vida

Aplicativos para dispositivos móveis são essenciais para executar diversas tarefas cotidianas, de conversas instantâneas a transporte particular.

Já na Saúde Digital, só recentemente deixaram de ser vistos apenas como ferramentas fitness, passando a servir também, como recurso de inovação, por exemplo no apoio ao diagnóstico e na prevenção de doenças e agravos. Aos poucos, seu uso fortalece o empoderamento do paciente, que assume corresponsabilidade no cuidado com sua saúde.

De acordo com o estudo “Top Health Industry Issues of 2016”, da consultoria PwC, o número de pessoas que utilizam aplicativos em seus smartphones para monitorar a própria saúde, em todo o mundo, cresceu de 16% a 32%, entre 2013 e 2015. Para João Carlos Lopes Fernandes, professor do curso de engenharia da computação do Instituto Mauá de Tecnologia, essa expansão seguirá em alta. “Aplicativos para dispositivos móveis são cada dia mais rápidos e estão disponíveis a um clique, a maioria de forma gratuita. No setor de Saúde, são utilizados, por exemplo, para possibilitar aos médicos acompanhar pacientes de forma dinâmica, em tempo real, por meio de seus celulares, podendo atendê-los de forma mais rápida em suas próprias casas, empregos ou em qualquer lugar que tenha sinal de internet.”

Conforme Fernandes, um dos objetivos dessa inovação em Saúde é reduzir a incidência de pacientes que buscam informações sobre doenças e sintomas na internet, sem se certificar de que a fonte é segura. Os aplicativos, por sua vez, são desenvolvidos e avaliados levando em consideração o critério médico, portanto, são indicados para se obter conhecimentos gerais de saúde, acompanhar o histórico médico, fazer anotações que poderão ser úteis no momento da consulta ou apenas para obter dicas diárias de alimentação e exercícios, por exemplo. “Com tantas opções, os aplicativos trazem autonomia ao paciente e o ajudam a gerir o cuidado com sua própria saúde”, destaca o especialista.

O professor também explica que a medicina móvel (e-Health) já é realidade entre médicos e pacientes, com diversos aplicativos que facilitam essa interação. Os mais simples avisam a hora de tomar os remédios; os mais sofisticados podem controlar os batimentos cardíacos e enviar dados para médicos e equipes de socorro; e muitos outros permitem, ainda, que o profissional  mantenha contato online.

Paciente no centro

A inovação em Saúde proporcionada pelos apps pode fazer parte de uma estratégia de assistência que coloca o paciente no centro do negócio. Com as informações obtidas, ressalta o professor, é possível desenvolver softwares específicos para monitorar grupos de risco e praticar a medicina preventiva, apontada como uma tendência para o futuro do setor.

Na avaliação de Fernandes, essas e outras tecnologias na Saúde irão permitir mudanças profundas nas organizações. “Elas serão mais focadas no compartilhamento das responsabilidades do tratamento com o paciente. Será possível personalizar a medicina, ampliando a qualidade da entrega dos serviços, além da racionalização dos custos”, cita o especialista.

Essa redução se dá, segundo Fernandes, porque o paciente tem muito mais informações à disposição, portanto, é mais difícil negligenciar o tratamento, mesmo que signifique promover mudanças de hábitos de alimentação ou atividade física, por exemplo. Sendo assim, é mais simples monitorá-lo, evitando procedimentos como internações ou cirurgias, que têm custo mais elevado. Essa estratégia pode ajudar no delicado equilíbrio entre a qualidade do atendimento e os recursos finitos.

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